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Continuação da Entrevista do Paulo França para o Falando Sério da TV Brasília PDF Imprimir E-mail

24/11/06 - 11h33

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"O falecimento do Milton Friedman, lembrou-se das suas lições que o governo deve regular a economia, portanto como sair do modelo assistencialista dos 11 milhões de assistidos, para gerar empregos. Com lidar com jovens, idosos e com quem está no mercado de trabalho, em termos de crise de desemprego? Fazendo as reformas, que são necessárias.

Quanto tempo leva, se as reformas ocorrerem, para que haja materialização do crescimento. O próprio IPEA afirma que o Brasil voltaria a crescer a partir de 2017, pois os investimentos em infraestrutura demoram para serem materializados.

Um paulista que está em Brasília, se especializou em investimentos, como atrair investimentos?

O Brasil precisa de um grande pacto político, social e econômico.

Está pedindo muita coisa!

As reformas são necessárias, da Previdência (só em mudança da gestão, a economia é de R$ 50 bilhões), Trabalhista (custo da contratação), Tributária (menos impostos, esse ano já foram arrecadados R$ 710 bilhões), dentro outras. Se 10% voltassem efetivamente para população, como fazem as Igrejas Evangélicas na coleta do dízimo, a qualidade de vida melhoria.

A economia informal, se fosse trazida para legalidade, o Produto Interno Bruto (PIB) seria aumentado em 50%.

O falecimento do economista Milton Friedman, que nos ensinava que o governo devia regular a economia, fez-nos pensar como o governo vai sair do modelo assistencialista dos 11 milhões de assistidos, para gerar empregos.

Ainda é preciso lidar com jovens, idosos e com que está  no mercado de trabalho, em termos de crise de desemprego.

Quanto tempo leva, se as reformas ocorram, para que haja materialização do crescimento. O próprio IPEA afirma que o crescimento voltaria a crescer a partir de 2017, pois os investimentos em infraestrutura demoram para se materializarem na infraestrutura disponível.

O salário mínimo, que deve ser reajustado para R$ 375,00, deveria ser maior que R$ 1.5000,00 segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudo Sócio Econômico), acaba sendo um indexador, mas muitas Prefeituras ainda pagam salário mínimo.

Estou recebendo hoje o Prof. Paulo França. Por que o Brasil não pode crescer mais de 5%? Pode ser uma estratégia de marketing, devido ao crescimento vegetativo da população, renovação das máquinas, construção da infraestrutura, porém só a partir de 2007 será viável tecnicamente. Os governos serão diferentes, 10 anos podem ser perdidos, se crescesse 10% ao ano o país poderia dobrar de tamanho. Outros países que tem o invetment grade competem com o Brasil, como México, Chile, Índia e China. Banco estrangeiro fez um estudo sobre o BRIC (Brasil, Índia, Rússia e China) como países com maior potencial de crescimento, se o Brasil não crescer 5% ou mais, ficará fora desse conjunto de países. A China tem custos baixíssimos, vem crescendo 10% ao ano, recebendo investimento público e privado. Índia vem crescendo com a tecnologia da informação e outros setores; e a Rússia com o petróleo e mineração.

Os magistrados apontam a corrupção, educação e a falta de prestação de contas do financiamento privado de campanha como entraves ao crescimento.

Não dá para diminuir os 10 anos para voltar a crescer?

O Brasil precisa de um Plano de Negócios, um Projeto, segundo o jargão de Bolsa de Valores mais vale o boato do que o fato, se a informação sobre o crescimento for repetida no mercado internacional, pode ser que novos investimentos venham para o Brasil. Mesmo assim ainda há o gargalo da infraestrutura (falta de investimentos e tempo para materialização), pode haver um crescimento fictício, não da mesma forma que ocorreu no Estado Novo, no Governo Juscelino e no Milagre Econômico, quando a qualidade de vida da população melhorou.

Falta planejamento, plano de negócios, pois os investidores estrangeiros estão interessados em investir em imóveis, agronegócios, comunicação ou energia. É necessário criar as condições, melhorar a infraestrutura, solidificar uma imagem real, em suma um grande acordo político, social e econômico. A economia está dependendo da política, mais importante acaba sendo a engenharia política do que a economia. O pequeno empresário é forçado a sonegar, o médio sobrevive, o grande investe fora do Brasil e os bancos continuam lucrando muito.

Na Espanha foi implantado o Pacto de Moncloa.

Se isso não for feito, ficará uma torcida de um lado de pobres e de outra de ricos, e os 5 gols de  crescimento não ocorrerão, devem ocorrer uns 3 gols ou pontos percentuais de crescimento. Não haverá criação de empregos para quem precisa, para os jovens, para quem precisa, não acabará o assistencialismo e mais haverá qualificação dos trabalhadores".

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Tradução e Suporte MamboBrasil.org